Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Comprar Chicco este Natal é apoiar a Ajuda de Berço

A Chicco está, como acontece sempre no Natal, com uma campanha de solidariedade. O objectivo é ajudar a associação Ajuda de Berço, para dar colo, carinho e casa a bebés e crianças desprotegidas, crianças que esperam uma família de adopção, o regresso à família biológica, ou outro colo onde encontrem a protecção que merecem e precisam.

Até dia 24 de Dezembro está então a decorrer esta campanha que visa conseguir assegurar as necessidades de puericultura destes bebés durante o próximo ano.

Basta registarem-se no site: www.natalchicco.pt e automaticamente recebem no voss email um vale de 15% de desconto para usar nas Lojas Chicco e em www.shop.chicco.pt.

Cada vale utilizado em compras, vale 1€ para a associação Ajuda de Berço.

Em nome da Chicco e da Ajuda de Berço, agradeço a todos a contribuição. 

Chicco - Ajuda de Berço.jpg

 

 

 

Vencedores do 3º Passatempo Rhinomer

E eis os vencedores de mais um passatempo Rhinomer!

 

Rita Costa

Vinham os três Reis Magos

Com ouro, incenso e mirra na mão

O menino só apreciou o ouro

E partiu-lhes o coração.

 

Vendo-os tristes, a chorar,

O menino falou, dando a explicação:

O meu narizinho está sujinho

Incenso e mirra não pode cheirar.

 

Depressa voltaram atrás

Na esperança de solução

Trouxeram Rhinomer Baby

E quebraram a tradição.

 

O menino ficou contente

Com este grande presente

E depois dos narizinhos limpos,

Lá voltaram para o Oriente.

 

 

Carla Brandão de Almeida

Antes era choro, lagrimas e gritos

Para o narizinho limpo ter

Víamo-nos todos bem aflitos

Ate o Rhinomer Baby aparecer.

 

Agora são sorrisos, beijos e miminhos

O Rhinomer fez magia:

Limpar pequenos narizinhos

Tornou-se uma alegria.

 

 

Marta Sofia Dias

Quando vi o passatempo resolvi logo participar

Pois o meu pequeno bebé de Rhinomer Baby, está a precisar.

Tentei a minha sorte, vamos ver se me safo desta

Se apanho aqueles narizinhos limpos, acho que faço uma festa!

 

Parabéns! Em breve serão contactadas para receberem os vossos prémios!

 

Clube de Leitura: o próximo é dia 26 de Janeiro!

Estou cheia de vontade de retomar estes nossos maravilhosos encontros.

Os últimos tempos não têm sido fáceis, receio que os próximos também não vão ser, mas é fundamental dar continuidade às coisas que nos fazem felizes, que nos dão força e energia, e o Clube de Leitura é sem dúvida uma dessas preciosidades que quero manter.

Assim, espero encontrar o maior número de pessoas no dia 26 de Janeiro (pelo menos as do costume adorava que lá estivessem!), às 19h, na Fnac do Colombo.

 

A Fnac não quer deixar de recomendar alguns livros a todos os leitores Cocó. Ei-los:

Afonso Cruz, Jalan Jalan 

Há precisamente um ano, Afonso Cruz confessava à revista Estante, da FNAC, estar a preparar um livro de não ficção “com muitas histórias de viagens e outras mais pessoais que [foi] vivendo ao longo destes anos de pseudonomadismo”. O resultado deste trabalho é Jalan Jalan – a expressão é de origem indonésia e classifica o ato de passear sem objetivo –, um compêndio com cerca de 650 páginas que reúne crónicas e fotografias a preto e branco resultantes, em grande parte, das muitas viagens que Afonso Cruz fez por todo o mundo.

 

João Pinto Coelho, Os loucos da rua Mazur - Prémio Leya

Depois de, em 2014, ser um dos finalistas do Prémio Leya com o romance Perguntem a Sarah Gross, João Pinto Coelho insistiu e conquistou mesmo este ano o tão almejado galardão no valor de 100 mil euros. Em causa este romance que nos conduz ao passado distante da Segunda Guerra Mundial através das memórias de dois velhos amigos – um livreiro cego e um escritor famoso –, em busca de escrever o derradeiro livro sobre os seus sofrimentos da juventude.

 

Mia Couto, O bebedor de horizontes 

Depois de Mulheres de Cinza A Espada e a Azagaia, Mia Couto dá por encerrada a trilogia As Areias do Imperador com este romance baseado na história moçambicana. “O problema de Moçambique é que o passado é tão recente que está ali à porta”, disse o autor à Estante, por ocasião do arranque da trilogia. “É preciso construir heróis que são gente contemporânea, gente que os avós e os bisavós conheceram.” E foi precisamente isto que fez numa trilogia sem os neologismos que caracterizam grande parte da sua obra.

 

Lagom, a arte sueca para a felicidade 

Depois do fenómeno do hygge (explicado em obras como O Livro do HyggeAlegria Hygge e Hygge: Ser Feliz à Dinamarquesa), eis que nos chega o segredo sueco para a felicidade. Chama-se Lagom e promete ajudar-nos a alcançar um maior equilíbrio físico e emocional através de uma filosofia que privilegia a moderação e que pode ser aplicada nos mais diversos campos do nosso dia a dia.

 

K. Rowling, Uma Vida muito boa 

Não é um novo volume de Harry Potter, nem tão pouco um policial de Cormoran Strike. Também não é um novo romance para adultos escrito em nome próprio. E, no entanto, acaba de chegar às livrarias uma novidade imperdível para os fãs de J. K. Rowling, em particular aqueles que acabam de se licenciar: a transcrição do discurso que proferiu na cerimónia de formatura da Universidade de Harvard. Porque quem disse que apenas George Saunders é capaz de grandes discursos em cerimónias do género?

 

Boas leituras!

Inscrevam-se, por favor, para fazer uma estimativa de quantas pessoas me acompanharão. 

 

A vida numa nuvem

IMG_8337.jpg

Em 2014 o meu computador teve um piripaque. Logo a seguir, tive eu, só de pensar que perdia tudo o que lá tinha. Ok, havia coisas que já estavam num disco rígido, mas não estava tudo-tudo-tudo (só pessoas muito organizadas - benza-as Deus - é que estão sempre a actualizar os discos rígidos com tudo o que de novo vai nascendo nos seus computadores). Nesse ano, cedi à nuvem. Optei por uma nuvem da Meo Cloud, porque me garantiram que, apesar de ser uma coisa etérea, tinha segurança e podia estar descansadinha. E sim senhor, tem sido impecável, não se me sumiu nada, e está neste momento carregada como uma nuvem do inverno mais carrancudo possível, coitadinha, não suporta nem mais um ficheiro de uns míseros k.

Vai daí e, já mais confiante, chegou a altura de escolher nova nuvem. Podia continuar no mesmo sítio, que podia, mas agora optei por uma empresa que também me merece toda a confiança (e, nisto, acabo por ser como as velhas, que espalham o dinheiro em vários sítios, para se acontecer alguma coisa ainda sobrar um restinho). Esta empresa, de resto, foi aquela empresa que, na altura do piripaque do meu computador, conseguiu recuperar TODOS os meus ficheiros (ver AQUI). Na altura tinha visto preços e era bárbaro recuperar os dados do computador falecido e os valores apresentados pela HD Rescue foram imbatíveis. E agora que descobri que também têm nuvens (adoro dizer isto assim e imaginar uma empresa que possui nuvens no sentido literal) fui investigar e também têm uma excelente relação qualidade-preço. Além da simpatia e da eficiência, elementos a que sou muito sensível.

De maneiras que, fiquem com esta informação, que há sempre gente a perder dados em computadores moribundos: façam backups, possuam nuvens. A Hd Rescue presta um excelente serviço, não apenas nas nuvens mas ainda a salvar-vos a vida que julgavam perdida para todo o sempre - e a preços de amigo (agora no Natal está mesmo de amigo, com uma campanha na recuperação de dados. Mas pronto, não se ponham a perder dados só para usufruirem da campanha, digo eu.)

Em tendo interesse... é ir AQUI.

Os Papa-Léguas #7 (João Santos)

IMG_9280.JPG

João Santos tem 34 anos e nasceu em Trancoso. Aos 30 atingiu o auge. Só que não foi um bom auge. Aos 30 anos, subiu para a balança e ela, que tinha marcado 150 quilos há poucos dias, deu erro. Dito de outro modo, a balança tinha deixado de conseguir pesá-lo. Não tinha quilos programados que chegassem para tanto.

João Santos sempre foi obeso. Ele e os pais. O problema não era genético. Era mesmo cultural. Em casa, comer bem significava comer muito. Fritos, enchidos, carne com fartura, massas, arroz, feijão. Doces. Todos os dias. Muito. Em criança, não se lembra de se sentir triste com a aparência. Havia quem gozasse, claro, há sempre. Mas o seu tamanho também impunha algum respeito, pelo que raras foram as vezes em que alguém pisou o risco. Cresceu com a alcunha de "João gordo". Mais tarde alguns, mais diplomáticos, substituiram o cognome "João Gordo", ostensivamente ofensivo, por um mais simpático "Big John".

Big John sempre praticou desporto. Mas não chegava para contrabalançar o que comia. De resto, gostava de ter seguido a área de Desporto mas falhou nos pré-requisitos. Acabou por estudar Contabilidade no Politécnico da Guarda. Depois, fez uma especialização em Gestão na Universidade da Beira Interior. 

Aos 18 anos, a vida ofereceu-lhe um duro golpe. O pai, que já era doente (tinha, entre outros problemas de saúde, uma fístula numa perna que não havia meio de sarar), morreu-lhe nos braços no dia em que foi ao Hospital de Coimbra fazer exames: "Depois da consulta, fomos almoçar num restaurante com o meu padrinho. À saída, o meu pai estende a mão ao meu padrinho, para se despedir, e eu percebo que ele perdeu as forças e começou a cair. Agarrei-o mas pesava mais de 100 quilos. Acabámos os dois no chão, ele morto nos meus braços. Ainda chamámos o INEM mas já não havia nada a fazer. Tinha tido um enfarte fulminante."

O acontecimento dramático podia ter sido um factor decisivo para que João decidisse inverter o rumo da sua vida. Mas não foi. Sempre tinha comido mal e aos 18 anos não tinha ainda a maturidade suficiente para tomar essa importante decisão. Foi aos 30. Com essa idade, vestia o número 70. As compras tinham de ser feitas no El Corte Inglés, na secção dos tamanhos grandes. "Adorava roupas de marcas baratas mas nunca havia nada que me servisse. Tinha de vestir de marcas como a Gant, que tinha números enormes, mas caríssimos."

Na lista dos seus erros alimentares contavam-se coisas como sobremesas diárias, 1 litro e meio de refrigerantes por dia, cereais açucarados aos quais ainda juntava açúcar, além de almoços e jantares fartos e muitas vezes repetidos. Ao ver a mãe doente com um cancro (possivelmente causado também pela obesidade), começou a ler sobre alimentação. Começou a interessar-se teoricamente pelo assunto. A querer saber mais sobre nutrientes, calorias, hidratos de carbono, proteínas, massa muscular, massa gorda. Um dia, decidiu-se. "Pedi à minha mãe: a partir de agora, só quero bife com salada ou peixe com legumes. Não quero mais batatas, arroz, massa. E basta de fritos e molhos." Foi em Setembro de 2013.

A mãe, sempre que podia, incluía o arrozinho, a batatinha, a massinha. João zangava-se umas vezes, outras não dizia nada, mas nunca lhes tocava. A partir do dia em que tomou a decisão, João Gordo começou também a fazer caminhadas. Todos os dias depois do jantar. Uma hora. Uma hora e meia. Mesmo quando chovia. E chove muito em Trancoso. Mesmo quando estava frio. E faz muito frio em Trancoso. Começou por caminhar, depois arriscou-se a correr. Uns metros, primeiro. Um quilómetro, depois. Vários, um dia.

Em Julho de 2014 estava seco como um bacalhau. Tinha perdido 70 quilos em 10 meses. Sozinho. Sem recurso a nutricionistas ou personal trainers. Nessa altura já corria a sério, já tinha participado no seu primeiro trail (Aldeias do Mondego, 20km). Os amigos, quase todos migrados ou emigrados, quando regressaram a Trancoso em Agosto desse ano para as férias de verão, não o reconheceram. "Tive de me apresentar aos meus amigos. Ninguém sabia quem eu era." João pesava (ainda pesa) 80 quilos e mede 1,83m.

Quando a mãe faleceu, nesse Agosto de 2014, entregou-se de alma e coração (e corpo, sobretudo) ao trail. Fazia provas todas as semanas. E já fez muitas, entre elas: Os Ultrapicos da Europa, em Espanha (55Km + 5500m de desnível positivo), o trail Oh Meu Deus (100Km), o Ultra Sicó. Este ano ia fazer o UTAX (110Km) mas teve de parar aos 25Km para ajudar um amigo que estava em hipotermia. "Estávamos um sítio sem rede e fiz diversas chamadas para o 112 que caíam constantemente porque, com os fogos, as comunicações estavam afectadas. Estive mais de uma hora à espera da ambulância, de maneira que acabei por decidir não continuar a prova e acompanhar o meu amigo." Ainda para este ano tem como objectivo atingir os 2500km corridos (quando conversámos ia em 2150km) e para o ano quer fazer muitas provas, entre elas os 200 km no Oh Meu Deus. 

A mudança na sua vida foi tão grande, tão absolutamente gigante que João, ex-Gordo, ex-Big John quis ajudar outros a alcançarem o mesmo objectivo: uma vida mais saudável, com desporto, com o seu exemplo a servir de farol. Foi assim que nasceu o GDT (Grupo Desportivo de Trancoso): "Em Trancoso, não havendo futebol, não havia mais nada. E eu quero tornar o atletismo uma tradição em Trancoso. O GDT nasceu há um ano e meio e o primeiro objectivo era mesmo pegar só na vertente competitiva. Formar atletas. Mas os jovens só querem ir para o futebol e começaram a aparecer muitas pessoas que queriam ter uma actividade física mas não tinham onde a praticar. Esse grupo cresceu muito. São hoje 75 pessoas. Tenho também ateltas com o mesmo problema que eu, que estão a perder muito peso, o que me deixa muito satisfeito. O GDT é livre, não há pagamento, é uma actividade voluntária. Acho que espalhar o que me aconteceu é o maior pagamento que posso ter."

E o que foi que lhe aconteceu, afinal, com estes 70 quilos perdidos? "A auto-estima melhorou muito. Eu não me sentia mal antes, mas não nego que me sinto muito melhor agora. Antigamente, quando fazia uma abordagem a uma rapariga, eu era o coitadinho. Avançava mas sempre a medo, já à espera da rejeição. Depois de emagrecer senti: 'eu agora sou o prémio. Se alguém quiser vai ter que lutar.' Agora já não vêm a tempo, que já tenho a minha namorada... (risos)". Mudou - e muito - o número que veste (passou de um 70 para um 42). Mudou a vida que leva - antes absolutamente sedentária, hoje perfeitamente frenética. Mudou tudo o que come. Era louco por lasanhas, pizzas, francesinhas. Hoje nem sequer lhe sabem bem. 

A mensagem que deixa é uma e só uma: "É possível. Sem clínicas, sem comprimidos, sem milagres. Com muita força de vontade. Com muito trabalho. Com muita persistência. Acreditem em mim: é possível! Basta querer."

joão antes.jpg

joão antes 3.jpg

antes e depois.png

 

 

 

 

Saber é poder, sabiam?

Um dos novos jogos da PlayStation 4 mesmo giros para jogar em família é o "Saber é Poder". Para já, é incrível não serem precisos comandos. Por acaso cá em casa já temos comandos sem fios, o que já foi um upgrade fantástico (vocês não imaginam o modo inacreditável como os fios se embrulham cá em casa e a dor de cabeça que é, depois, desembrulhá-los), mas isto é uma nova dimensão. É que basta ter um telemóvel com a aplicação descarregada e... voilà, o próprio telemóvel é o comando! Ou seja, quando os miúdos convidam amigos (ou nós!) para virem cá a casa para um serão de jogatana, não é preciso estar a lembrar para trazerem os seus próprios comandos, para dar para todos! Basta que tragam os telemóveis - e isso, nos dias que correm, não é preciso lembrar a ninguém. 

Depois, o jogo em si é tão giro! É preciso escolher uma das oito personagens disponíveis e a seguir é só jogar em família e com amigos, respondendo a perguntas temáticas mais depressa que os outros participantes. No fundo, é como se fosse um daqueles jogos de cultura geral que passam na televisão - e é que parece mesmo até porque quem dá a voz ao "apresentador" do jogo é, nem mais nem menos que... Herman José!!!!

O PlayLink é uma gama de jogos sociais para toda a família, intuitivos, fáceis de jogar, e com um preço absolutamente imbatível! É que os jogos custam apenas 19,99€! 

Bom, deixo-vos com um pequeno vídeo do jogo. De sublinhar que, entre todos os temas disponíveis, a minha rica beatinha escolheu... Religião. Tão querida. Não me perguntem se soube responder à pergunta, que isso a minha memória já não consegue discernir. O que sei é que foi mesmo uma boa tarde passada a jogar a isto e que vamos repetir muuuuitas e muuuuuitas vezes. 😄

Alta tensão

No fim-de-semana a minha mãe tinha-se sentido mal durante um jantar com amigos e, por insistência de um primo, foi medir a tensão na segunda-feira. A tensão estava a 18. Susto e tal, repetir daí a pouco, acalmou para os 14. A farmacêutica pediu para ela voltar no dia seguinte (ontem). Voltou. Estava a 19,8. Mandaram descansar um pouco, e a seguir repetir. Estava a 20,3. Lá fomos nós para o hospital. Eu, confesso, estava uma pilha de nervos. Ando numa fase em que, por razões várias, já espero sempre o pior. Quando a mandaram fazer um raio-x então... ui! Fiquei a tremer durante mais de uma hora, até ela voltar a ser chamada à médica.

Conclusão: diz que talvez não fosse mal pensado que mamãe prosseguisse tomando os comprimidos que tem de tomar diariamente para a tensão, mas que interrompeu por auto-recreacção porque são diuréticos e "não dá jeito nenhum nesta altura de compras de Natal".

😳

(desculpa lá o mau jeito de contar as tuas diabruras no blogue, mãezinha, mas é só para ver se tomas juízo nessa cabeça).

 

Vamos reflorestar Portugal?

No dia 23 de Novembro foi lançado um movimento comovente, que vai fazer muita diferença nesta altura dramática que o país vive, depois dos incêndios deste ano que devoraram o país. O Movimento Terra de Esperança, uma iniciativa da ANEFA (Associação Nacional de Empresas Florestais, Agrícolas e do Ambiente), pretende garantir a plantação de 500.000 árvores, oferecidas pela GALP, o que corresponde a uma área total  equivalente a 600 campos de futebol. WOW!

No dia 23 voluntários da GALP e vários parceiros plantaram as primeiras árvores na Serra do Açor:

florsta1.jpg

floresta3.jpg

floresta2.jpg

 

No site: terradeesperanca.pt/ está toda a informação sobre o projeto e é aqui que se podem inscrever para participar nas próximas iniciativas de reflorestação. Neste site, a ANEFA vai lançando as necessidades de reflorestação: zona a plantar e número de voluntários necessários (podem inscrever-se pessoas em nome individual, empresas, instituições, etc.). A plataforma será alimentada frequentemente de notícias e fotos das diferentes ações “partilháveis” nas redes sociais.

Vou inscrever a malta cá de casa e, numa das próximas vezes, podem contar connosco!

Vamos reflorestar Portugal? Bora lá!

Uma família com muito azar

O Duarte era colega da Mada na escola. Ela teve até uma paixoneta por ele, o que não admira, porque é lindo de morrer. Eu tinha uma adoração pela irmã dele, a Constança, e até a entrevistei aqui no blogue para uma rubrica chamada "Quem sabe sabe". Conversar com a Constança é garantia de umas boas gargalhadas. Miúda mais gira e despachada!

No final do ano passado ficámos a saber que o Duarte não voltaria no ano seguinte. Ia viver para o Norte, para Midões. Falei com a mãe dele, a Rita, e fiquei a saber que era uma decisão já muito pensada e adiada e repensada. A vida por cá era demasiado cara, demasiado intensa. Queriam ir viver uma vida mais simples, mais genuína, com outro vagar, com outra qualidade. O projecto era comprarem, a meias com uns amigos, uma casa grande que transformariam num pequeno hotel rural. E assim foi. O Duarte e as irmãs despediram-se dos amigos e prometemos que haviam de se encontrar.

A escola recomeçou em Setembro, o Duarte já não estava na sala, a vida decorria normal. Até que no dia 15 de Outubro, houve os incêndios por todo o país. E de repente falou-se de Midões e do drama que lá se viveu. E nós lembrámo-nos da Rita e dos três filhos. Quando conseguimos chegar à fala com ela, ficámos de queixo caído. O casarão que tinham comprado tinha ardido completamente. Lá dentro estava toda a vida da família. Tudo. Tachos, roupa, álbuns de fotografias. Brinquedos dos miúdos, objectos importantes, mobiliário. Tudo o que se pode ir acumulando numa vida. Tudo.

A Rita foi ontem ao programa "Queridas Manhãs". 

ESTA é a sua história. De azar. De dor. De perda. E, esperamos todos, de reconstrução.

 

Animais Excecionais (e o que me custou escrever isto com o corrector ortográfico?)

IMG_8222.jpg

 

A Filipa Costa, escritora do livro Animais Excecionais (Chiado Editora), tinha-me enviado um exemplar e pedido opinião. Eu gostei do livro, os mais pequeninos cá de casa também, e eu disse-lhe que havia de falar no livro, seu orgulho, aqui no blogue. 

O que é que sucede? Sucede que andei à procura dele, desesperada, durante dias e dias e dias. Mais de um mês. Ok, não foi todos os dias, como quem vai para o trabalho. Mas, de quando em vez, quando me lembrava lá ia eu às estantes todas, perscrutando prateleiras, com olho de CSI. E nada. Nada de livro. Até que a D. Emília o descobriu, há dias. E eis-me, finalmente, capaz de dar umas palavrinhas sobre este livro em que os animais são capazes de feitos impressionantes. Há um pinguim astronauta, um caracol que é atleta, o bichinho da leitura, a hiena Filomena, a abelhinha Margarida, a avozinha andorinha, o papagaio Simão, a rã estudante-satitante, a girafa entediada. Mas o meu preferido é o Leão Vegetariano. Imaginar um leão a não comer carne, nestes dias que correm em que uma certa tendência para o vegetarianismo e para o veganismo ganha protagonismo, fez-me rir, confeso. E os miúdos - sobretudo a Mada, que também já quis ser vegetariana - adoram.