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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Diz que anda para aí uma praga de piolhos

E só de escrever o título desta prosa já me estou a coçar toda, que se há coisinha que me mexe com os nervos é esta bicheza do demónio. Ora beeeeeeem. Uma amiga de uma amiga pediu-me que divulgase a sua clínica de combate à piolhagem. Já me pediu há uma eternidade e eu nada, que sou uma peste. Não foi por mal, agora a sério. Foi mesmo porque, vá, o tema não é propriamente sexy e vão aparencendo sempre outras histórias melhores (menos nojentas, pelo menos) para contar. Mas hoje, ao ver no facebook um desabafo desesperado de uma mãe com a repetição da praga nas cabeças dos filhos pensei: não é tarde nem é cedo, é já!

A clínica chama-se AMG Piolhos e fica em Oeiras (e acho que também já há no Restelo). Diz que exterminam os parasitas e de forma 100% natural, sem produtos tóxicos ou pesticidas, o que torna este método inofensivo para os seres humanos. O problema fica resolvido em apenas 90 minutos. As crianças não ficam traumatizadas (é bom referir isto porque os pais hoje têm um bocadinho a panca que tuuuuudo é susceptível de traumatizar as crianças) e os pais ficam com o alívio de terem terminado com uma chatice que parece não ter fim à vista. Aqui diz que tem. 

Eu ainda não experimentei, pelo que não posso comprovar, mas acredito que sim, até porque conheço quem já lá tenha ido e diga maravilhas. Pronto. Estão informados, não digam que não sou vossa amiga, e agora vou andando que este tema provoca-me urticária. 

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Agradecer

O Mateus tem pedido para me deitar um bocadinho com ele antes de adormecer. Ontem, quando estava lá deitada ao lado dele e da Mada, ela pediu-me para rezar. Rezámos o Pai Nosso (que ela sabe de cor) e depois tentei ensinar-lhe a Avé Maria. Quando disse "agora e na hora da nossa morte" ela percebeu "agora é a hora da nossa morte" e ainda nos fartámos de rir, cruzes credo, esperemos que não! Em seguida, elencámos o melhor e o pior do dia. Para ela, o melhor foi a aula de Inglês porque a professora "é mesmo espectacular". O pior foi uma aula em que estiveram a fazer as apresentações um a um e "foi uma seca". Depois, o Mateus.

- O melhor foi o recreio.

- Ah, pois! Porque estiveste a brincar?

- Não, porque comi pão. Pão, pão, pãozinho! 

(este miúdo tem alma de gordo, não há volta a dar)

No final, agradecemos a sorte que temos. E adormecemos os três.

Crescer é mágico (e ver crescer é único)

A Mada vinha doida com a escola nova. Que é grande, tão grande que até se perdeu, que é bonita, que tem uma biblioteca tão gira, que já fez imensas amigas (e reforçou o género, como se me deixasse particularmente feliz o facto de não se ter juntado só aos rapazes, como é costume), que foi mesmo engraçado terem-se dado logo todas tão bem, que o almoço foi óptimo (óptimo, mãe, nem sabia que se podia comer tão bem na escola!), que vai ter um cacifo, que isto, que aquilo. Comovente vê-los crescer, só vos digo. É indiferente termos um filho, dois ou quatro (ou dez, suponho). É sempre mágico ver como ganham asas, como observam e analisam e intuem o mundo que os rodeia e o mundo, propriamente dito. É bonito de ver. Tem dias em que é custoso. Dói. Já não são os nossos bebés. Já não precisam de nós para tudo. É bom, é gratificante, é espantoso. Mas também é confuso (como assim, já não precisam de nós para tudo?). Tenho tanta sorte e agradeço, se não todos os dias, seguramente todas as semanas. Tenho tanta sorte de ter quatro vezes o privilégio de assistir e participar no crescimento de quatro seres humanos. Cada um numa etapa da vida, umas vezes com mais sucesso, outras com menos, umas vezes com alguns percalços pelo caminho, outras parecendo que o caminho é uma brincadeira de crianças. Sou absolutamente grata. 

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Novo ano, novas aventuras

Fiz um post no Instagram em que contava que este ano, como a Mada ficou colocada numa escola que fica a cerca de 3km de casa, íamos passar a ir de bicicleta, ela, o Mateus e eu, quer fizesse sol, quer fizesse chuva. A razão principal é esta: vendi o meu carro (percebi que quase não o usava e era parvo tê-lo dentro da garagem o tempo todo) e, como tal, só tenho mota e bicicleta. Ora... cá em casa, quando todos estão em plenos anos lectivos, a coisa funciona assim: o Ricardo leva o Martim de carro à sua escola (e antes levava o Manel) e eu levo os mais pequenos, até agora, a pé. Mas este ano, como disse, a escola da Mada fica mais longe. Assim... das duas uma: ou deixava o Mateus sozinho em casa (o que, como é evidente, não vai acontecer) ou então tenho de o levar connosco. Como não dá para levar três na mota (que isto não é a Índia), então só me resta a hipótese de ir na minha bicicleta, a Mada na dela, e o Mateus num atrelado que comprámos em segunda mão (se bem que a bicicleta dele está prontinha para quando ele sentir vontade de ir a pedalar também). Acresce que, deste modo podemos mexer-nos (menos o Mati, enquanto for na sua casinha ambulante), e podemos proteger mais o ambiente.

Claro que isto tudo é muito bonito mas... eu não tenho que picar o ponto no Tagus Park ou coisa que o valha. Nem vivo numa das sete colinas da cidade. Tenho total flexibilidade de horário, vivo numa zona em que posso fazer praticamente todo o percurso sem apanhar carros, e em que todo o caminho é totalmente plano. Digo isto porque não acho nada de especial conseguir fazer isto com todos estes privilégios. É só ter vontade. Três quilómetros para cada lado não é nada, faz-se na maior. Se eu tivesse qualquer uma das outras condições... esqueçam lá esta bonita ideia. Ia tudo de transportes públicos ou coisa assim. Ou seja: estou apenas a aproveitar a sorte que tenho. E acho que vamos ser muito felizes com estes passeios de bicicleta diários. 

Ah, houve muita gente a falar na chuva. "Como é que vais aguentar isso quando chover?" Meus amigos, eu não sei se vou aguentar. Pode acontecer que estejam a chover picaretas e eu decida meter os miúdos num autocarro ou a pedir o carro emprestado à minha mãe. Eu não fiz nenhuma promessa, não tenho nenhuma obrigação, não jurei a pés juntos que ia fazer isto como se fosse uma religião. Mas não esqueço Amesterdão e famílias inteiras de bicicleta, debaixo de chuva (e se chove, por lá!). A chuva não é tóxica, minhas pessoas. A gente não se desfaz debaixo de chuva! Se levarmos impermeáveis da cabeça aos pés (incluindo protecções para os sapatos que não os deixem molhar-se)... por que não? Até pode transformar um dia de chuva num dia divertido (e como eu odeio dias chuvosos). Vamos ver como é que corre! 

Bom ano lectivo para todos os miúdos e suas famílias!

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Mateus, o fanático (Parte II)

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Tal como já expliquei AQUI, o Mateus foi de tal forma "evangelizado" pelo irmão mais velho que se tornou doente por futebol em geral, e pelo Sporting em particular. 

Há pouco tempo aconteceram mais dois exemplos desta febre.

Exemplo 1

Iamos os dois de mão dada pela rua. Ele começa a cantar:

- A minha vida é o Sporting.... (o cântico existe, para quem não conhece está AQUI)

Eu olhei para ele e decidi armar-me em mãe galinha:

- Oh... pensava que era eu...

Ele encostou a cabeça ao meu braço, fechou os olhinhos e, com o tom de voz mais dengoso que se possa imaginar, começou com a mesma melodia mas alterando (um pouco) a letra:

- A minha vida é a mamã... (silêncio)... (e depois de algum silêncio, mais baixinho)... e o Sporting.

 

Exemplo 2

Estávamos a comer uvas e eu disse ao Ricardo que elas eram assim meio mijonas. Mas, como não é uma palavra lá muito bonita, disse em tom mais baixo, assim bem sussurrado. O Mateus, que estava ao lado, exclamou:

- O Jonas? O Jonas era do Benfica! 

🙄

 

 

Nasceu um dinossauro cá em casa

É quase tão certo como dois mais dois ser igual a quatro. Os miúdos adoram dinossauros. Adoram-nos porque eles estão extintos, naturalmente, caso contrário era toda uma outra conversa. Mas aquele misto de fascínio e medo, o imaginar como criaturas tão enormes habitaram esta mesma Terra que eles habitam, o saber que existem - ainda hoje - vestígios da sua passagem pelo planeta... tudo isso mexe imenso com a criançada e quase não há miúdo que consiga escapar sem passar por uma dino-crush numa fase da vida.

Aqui por casa todos eles tiveram. Lembro-me de haver dinossauros na minha vida desde há 17 anos. Primeiro foi o Manel a descobri-los e desde então todos os outros, numa altura ou noutra, se encantaram pelos bichos king-size. Neste momento tenho o Mateus em plena fase de encantamento, sendo que a Mada também ainda lhes acha graça, sobretudo desde que viu os filmes da saga Jurrasic Park. De maneira que... foi com GRANDE entusiasmo que recebemos a notícia de que a RBA acaba de lançar uma das colecções infantis mais excitantes. Trata-se de poder construir um T-Rex (o dinossauro mais temido da história) com 1,20m de altura e, ao mesmo tempo, aprender todos os segredos do mundo dos dinossauros. Relembro que este predador tinha proporções verdadeiramente descomunais: media cerca de 11 metros e podia pesar 7.000 quilos. Pronto, o que vão montar não chega a tanto (felizmente!) mas é mesmo grande e impressionante.

Cada fascículo traz informação preciosa sobre estas admiráveis criaturas (como eram, onde viviam, quando povoaram a Terra?), bem como peças soltas que, passo a passo, vão compor o enorme T-Rex com o esqueleto completo, dentes, olhos e pele. Construir o bicho é divertido e pedagógico e esta construção destina-se a crianças entre os 6 e os 12 anos.

Uma colecção mesmo surpreendente e única que fez as delícias do Mateus (e até os mais velhos ajudaram!)

 

E agora para as questões mais práticas:

- Data de lançamento: 29 de agosto de 2019

- Preço 1ª entrega: 1,00€

- Preço 2ª entrega: 3,95€

- Preço entregas sucessivas: 7,95€

- Cada entrega contém um fascículo e um conjunto de peças para construir um Tiranossauro Rex

- Pode ser comprado nas bancas e na web

- Periodicidade: Semanal excepto as entregas 1, 2, 3, 4, que são quinzenais

 

Regresso às aulas

O Mateus voltou hoje à escola. Já podia ter voltado mais cedo até porque a escola não fecha nem em Agosto, mas ficou em casa mais uma semaninha. Hoje foi. Agarradinho, a olhar para a educadora nova de lado, mas recebido pelos amiguinhos aos gritos: "Ma-teus! Ma-teus! Ma-teus!" Os outros ainda estão em casa. A Mada e o Martim começam para a semana, o Manel ainda está a ver como vai ser a sua vida. Vai concorrer à segunda fase (candidaturas ao Ensino Superior) mas o mais certo é não entrar e estamos na fase de tentar perceber se faz mais sentido entrar numa privada qualquer ou ficar o próximo ano a fazer melhoria de notas para voltar a candidatar-se em 2020.

É verdade que mata os pais por dentro ver os filhos pequeninos a chorar desesperados no primeiro dia de aulas (e mata mesmo, eu já morri um bocadinho várias vezes), mas esta fase da entrada ou não dos filhos na universidade é super angustiante, confesso. Não para os que entram logo à primeira na sua primeira opção porque têm média de 19,9 ou coisa parecida. Mas para os mais medianos é complicado porque por mais que se dê a volta ao texto não entram naquilo que gostariam e nós, os pais, ficamos a pensar como raio vai ser a sua vidinha. Uma amiga dizia-me que um tipo de Harvard lhe tinha dito: "A vida profissional antigamente era escalada, agora é surf." No fundo, um somatório de experiências, nem todas óbvias, que nos tornam únicos. Um deslizar em ondas que vão e vêm, atirando-nos ao chão umas vezes, e obrigando-nos a apanhar as ondas seguintes, e não uma subida íngreme numa montanha para atingir o pico. Foi tranquilizadora, esta frase, porque reconheço nela alguma verdade. Mas ainda assim... custa. Ser mãe e ser pai é, de facto, um trabalho para a vida toda. Pensamos que quando eles crescem as preocupações se tornam menores porque já não dependem tanto de nós mas é tudo mentira. Pais de crianças pequenas, tenham paciência. Ainda têm toda a vida pela frente para irem morrendo aos bocadinhos por causa dos filhos. A menos que eles sejam génios, claro. Mas esses também terão as suas cenas.

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Clube de Leitura no Porto: é já esta quinta!

Ei, leitores do Porto e arredores! Como é? Conto convosco na quinta-feira, dia 5 de Setembro, no Vila Galé Porto? A partir das 19h lá estarei. O livro que vamos discutir é "Crime e Castigo", de Fiodor Dostoievski, mas se tiverem lido outros livros e sentirem vontade de partilhar as vossas leituras com os demais mortais presentes... não faz mal nenhum. Ou se tiverem apenas vontade de ouvir falar no clássico russo, ainda que não o tenham lido, por razões que a razão desconheça, tipo "deixa cá ver o que pensam estas almas sobre esta magnífica obra" ou "em calhando não leio aquela estopada e vou só ouvir o resumo". Seja como for... apareçam!

Dia 5 (quinta-feira), a partir das 19h, no Vila Galé Porto.

Com o apoio inestimável da MultiOpticas

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