Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

A importância de cortar o cordão

Há mães com uma imensa dificuldade em cortar o cordão que as liga aos filhos. Levo 18 anos de maternidade, quatro filhos, e tenho feito parte de muitas turmas, de várias escolas. Tenho, por isso, assistido de perto a muitas reuniões de pais, festas de filhos, encontros, grupos. E creio que, a cada ano que passa, encontro mais destes casos. De mães (e também pais) com ligações demasiado intensas com os seus filhos e, em alguns casos, perfeitamente doentias. Mães (e pais, mas são sobretudo as mães) que não permitem que os filhos façam uma série de coisas que seria normal que fizessem, com medo, com ansiedade, com um amor febril e pouco saudável. É óbvio que é normal querer proteger os filhos o mais que nos for possível, mas há algo que não podemos nunca perder de vista: eles não são nossos. E precisam aprender a andar, descobrir, arriscar, voar sem nós. E é essencial que os percamos um bocadinho, sempre que os deixamos ir. Mas, esta perda só o é de certo modo. Porque, na verdade, permitir a autonomia de um filho é um ganho. Para ele, para os pais, para todos. E é, acima de tudo, um acto de amor.

Este filme de animação é muito bonito e retrata isto tudo. Cortar o cordão custa. Mas começa assim que eles nascem. E não é por acaso.

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.