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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

A saga da casa nova

Como sabem, eu adoro casas. Ver casas. Sonhar que lá vivo. Devia ter sido cenógrafa, agente imobiliária, decoradora ou técnica do Meo. Na verdade, acho mesmo que dava uma boa agente imobiliária (desde que me apaixonasse pelas casas que estava a vender, claro, se não gostasse delas não ia conseguir convencer ninguém).

As minhas pesquisas limitam-se - regra geral - à internet. Não chateio as pessoas com visitas, a menos que o encanto passe o limite de um encantómetro que aqui tenho dentro e, nesse caso (e só nesse caso), marco então uma visita. Foi o que aconteceu no início deste mês. Encontrei uma casa, achei-a linda, enorme (tinha 11 assoalhadas e 300m2), mesmo no centro da cidade, e o preço, apesar de puxado para nós, podia ser possível (com uma boa negociação e com uma boa venda da minha casa e muito atum como única refeição nos meses/anos seguintes 😂). Era, além do mais, o género de casa que mexe mesmo connosco: antiga, pé direito altíssimo, chão de tábua corrida, tectos trabalhados, portas de bandeira, janelas de sacada. Até tinha uma varanda-quase-terraço, para não sentir tantas saudades do terraço grande que tenho actuamente. 

Fomos lá três vezes (porque comprar uma casa não é o mesmo que comprar uma camisa). Numa delas levámos um empreiteiro da nossa confiança (um santo, padrasto de um amigo, tem uma empresa chamada VERSATILORBIS que recuperou maravilhosamente o nosso terraço) para saber quanto nos custariam as obras, levámos os miúdos, medimos, pensámos, sonhámos. Não dormi durante noites a fio a imaginar, a antecipar, a prever. A fazer contas, a ter medo que avançasse a ter medo que não avançasse. Falei com a minha santa Emília (a nossa fiel empregada, que trabalha connosco há 13 anos) que, ao contrário do que imaginei, se revelou entusiasmada com a mudança, contente por haver transporte directo da sua casa para aquela. Falei com a minha mãe que, também ao contrário do que previ, compreendeu tudo. E comecei - começámos - a acreditar. Vimos sites de mobiliário, idealizámos decorações, sabíamos onde queríamos isto e aquilo, informámo-nos sobre escolas no bairro (porque era num outro ponto da cidade). 

Ao fim de quase um mês, já tínhamos tanta coisa prevista que era como se já nos tivéssemos mudado. Acho que faz parte de uma compra de casa, este crescente enamoramento. No meu caso em particular, é ainda tudo mais intenso porque eu sou intensa por natureza. Comigo não há lugar para ao mais ou menos. É sempre tudo muito ou pouco. E quando é muito... Jasus! Não durmo, não como (ou como demais), acordo e adormeço a pensar no mesmo. Por isso... quando anteontem soube que a casa tinha sido vendida foi como se tivesse marrado de frente contra um iceberg.

Tenho um monte de degraças a acontecer à minha volta e - acreditem - sei bem dar o valor ao que é uma desgraça verdadeira. Não vale a pena virem dizer que não sei o que são problemas porque sei. Sei mesmo muito bem. Isto não é nenhum problema nem nenhuma desgraça, nem nada que se pareça. Felizmente temos uma casa óptima, grande (para nós 6 já não é assim tãooooo grande mas é uma casa muito boa), bonita, num sítio muito tranquilo e perto do rio. Estamos muito felizes aqui. Temos saúde, trabalho, alguma folga financeira, filhos saudáveis e queridos e tudo e tudo e tudo. Mas ficámos tristes. Claro que ficámos tristes. Não temos sangue de barata e vivemos as coisas com fervor (eu, sobretudo). Para nós aquela já era a "nossa casa". Só que não. Paciência. Deixo-vos com algumas imagens da "Casa onde a Cocó esteve quase a morar".

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