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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

"Ah, as pessoas já não têm paciência para ler reportagens tão grandes..."

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Felizmente, tenho confirmado que não é verdade. Sempre que publico um "Mudar de Vida" noto que há imensa gente a ler e a comentar. E esta reportagem que fiz, e que é absolutamente gigantesca (tem 30 mil caracteres), foi lida, relida, partilhada, comentada. Prova provada de que há ainda quem tenha paciência para ler reportagens grandes, venham elas em revistas, jornais ou blogues. Eu acredito que o minimalismo do Instagram vai acabar por cansar. Acredito que o levezinho, o belo, o perfeito, o glamoroso não chega para nos alimentar a alma. É giro, é fixe para ir fazendo scroll down, mas não chega. Há histórias que nos fazem sentido, que nos tocam, que fazem vir ao de cima o melhor de nós. Há vidas que parecem as nossas ou podiam ser as nossas ou ainda bem que não são as nossas. Há sempre pessoas com tanto para contar. E felizmente há por aí muita gente com vontade de as ler. 

2 comentários

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    Pedro 30.07.2019

    O que faz a diferença é o conteúdo. Se estamos a falar de um tema mais trivial, não admira que as pessoas não queiram ler tanto, sobretudo durante o dia, em que estão limitadas a espreitar de tempos a tempos o telemóvel. As redes sociais não vieram matar o "long form", só não surgiram para cultivar esse formato - o objetivo é espremer aqueles minutinhos de atenção na fila de espera ou no comboio para mostrar mais alguns anúncios. Felizmente, como a Sónia mostra, as pessoas ainda encontram tempo e vontade para lerem histórias bem pesquisas e contadas.
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