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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

As ciumentas

As mulheres ciumentas topam-se à légua. Basta conhecer os namorados ou maridos para perceber se têm, ao lado, uma mulher insegura. Por exemplo, no outro dia fui a um jantar e notei que faltava um elemento. Perguntei por ele e alguém respondeu: "ah, como não era para trazer a cara-metade ele não pôde vir". Não pôde? Como, não pôde? "Ah… pois… é que a mulher é um bocado fera e ele não pode sair sem ela." Glup. "Não pode sair sem ela"? Porque é que fico sempre com a sensação de que se trata de uma relação condenada? 
Outra maneira simples e linda de se topar uma ciumenta, mesmo que não faça parte das nossas relações, é através do facebook. Se um amigo nosso faz "gostos" (ou likes, como prefiram) em tudo quanto é coisa de homem e nem um nos posts das mulheres… temos garota insegura no pedaço. Ou quando responde torto a um comentário singelo que uma amiga lhe deixa (ou nem sequer responde)… é certinho: há mulher susceptível a escrutinar todos os gestos, acções, frases ou… likes.
Eu já fui ciumenta, mas foi há uma vida. Acho que era ciumenta porque era uma miúda, por não saber bem o que queria, por achar que, eu própria, podia prevaricar a cada curva (o normal, nas idades da descoberta). No fundo, por imaturidade. Hoje não sou. Claro que se o homem principiasse a falar todos os dias e a todas as horas de uma flausina em particular era capaz de não ficar satisfeita. Mas fora isso, deixei-me de ciúmes. Sei que não há nem haverá nada que eu possa fazer para evitar uma escorregadela, se ela tiver que acontecer. O que posso fazer é o que faço: alimentar a nossa relação, apimentá-la, regá-la todos os dias. Se tiver que aparecer uma loira boazuda para me levar o bicho (ou uma feiosa interessante)… ela aparecerá e eu bem posso espernear e comprar-lhe uma trela e um açaime e um cinto de castidade, que ele vai embora à mesma. Por isso, custa-me um bocadinho compreender que haja relações tão frágeis que impliquem que um impeça o outro de fazer, de sair, de ser, fora da relação a dois. E acabo sempre a achar que a mulher que o faz é porque, das duas uma: ou tem uma auto-estima muito esfrangalhada, ou está sempre (ela própria) à beirinha de escorregar para outra cama qualquer. 

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