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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Clube de Leitura de Novembro: foi... aconchegante

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Começou com um susto. Uma falha de comunicação deixou o querido Miguel, gerente da FNAC do Colombo, apardalado quando me viu na sala do costume. Oooops! Eu já tinha desconfiado que havia qualquer coisa que não estava bem quando vi gente no palco, e um técnico de som a repetir até à exaustão a palavra "som", "sssssom, ssssooooommmm, som", mas foi quando olhei para a cara de choque do Miguel que tive a certeza. Os Gift iam fazer um showcase e nós iamos ter a reunião do Clube de Leitura, à mesma hora, no mesmo local. Mas o que distingue as pessoas competentes das outras é a forma como arranjam - ou não - soluções para os problemas. E em menos de nada o Miguel tinha o assunto tratado e nós estivemos tão aconchegadinhas que até nos mudaríamos para ali, se não fosse o facto de, em dias de maior afluência, se tornar inviável.

Comecei por avisar que tinha mesmo de sair às 20.30, porque tinha o jantar de aniversário de uma grande amiga. Mas depois eu própria entusiasmei-me a falar de Murakami e do livro "Estar vivo aleija" do Ricardo Araújo Pereira e do "Património", de Philip Roth. De maneira que, se somarmos ao meu entusiasmo os entusiasmos de cada uma, acabei a sair dali já passava das 21h e a chegar ao jantar já depois das 21.30. Senti-me um pouco a apressar as pessoas que falaram por último e já lhes pedi desculpa por isso mas não queria deixar de o repetir aqui. Uma das coisas boas do clube é o facto de estarmos sem tempo contado. O podermos ficar sem olhar para o relógio e sem olhar para os telefones. Uma espécie de brecha no tempo onde nos esquecemos de tudo para mergulharmos nos livros, nas histórias, nas narrativas e, por arrasto, nas vidas impossíveis e possíveis, na realidade e na ficção. 

Desta vez fomos menos e, ainda assim, tivemos 3 pessoas novas que - espero - voltem! As outras todas que se baldaram olimpicamente... estão perdoadas. :) Afinal, isto não é, nunca poderá ser, uma obrigação. É prazer. Puro prazer.

Eis os livros que lemos:

Eu: Kafka à Beira Mar, Haruki Murakami; Estar Vivo Aleija, Ricardo Araújo Pereira; Património, Philip Roth (a meio) 

Isabel Oliveira: O Fogo Será a Tua Casa, Nuno Camarneiro

Elisabete: O Pintassilgo, Donna Tartt

Sara: Travessia de Verão, Truman Capote; E Onde Está o Amor?, Ana Zanati; O Livro dos Baltimore, Joel Dicker

Didi: O Complexo de Portnoy, Philip Roth; Fim, Fernanda Torres; A Hora da Estrela, Clarice Lispector; Estar Vivo Aleija, Ricardo Araújo Pereira; Hotel Memória, João Tordo.

Beatriz: Stoner, John Williams; Se Isto é Um Homem, Primo Levi; Quem Mexeu no Meu Queijo, Spencer Johnson

Cláudia: O Plano dos 4 Pilares, Dr. Rangan Chatterjee

Sofia: 1808, Laurentino Gomes

Joana: Escrito na Água, Paula Hawkins

Francisco (10 anos): Os Mauzões, Aaron Blabey, episódio 1 e episódio 2; Diário de um Banana, Jeff Kinney, livro 13

Afonso (10 anos): Diário de um Banana, Jeff Kinney, livro 2

Luísa: Bilhete de Identidade, Maria Filomena Mónica

Isabel Sobrinho: Hoje Não, José Luís Peixoto; 12 Regras para a Vida, Jordan B. Peterson; Homens sem Mulheres, Haruki Murakami

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Em Dezembro não há Clube. Voltamos em Janeiro com muitas leituras!

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