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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Clube de Leitura: desta vez lemos Tordo

Foi na sexta-feira, na Fnac do Colombo, e desta vez fomos menos - em quantidade - do que temos sido nas outras edições. Muitos dos participantes costumeiros não conseguiram terminar o livro a tempo e a culpa foi um bocadinho minha porque primeiro a Fnac pediu para adiarmos o encontro para Junho e, mal disse isto no nosso grupo de WhatsApp, a malta abrandou MUITO o ritmo de leitura. Depois, afinal foi possível manter o dia e, quando dei a notícia, muitos já não conseguiram ler em tempo útil. 

Ainda assim, éramos 14. A Cristina chegou já no final e os filhos Catarina (9 anos) e João (6) falaram sobre os livros que leram: dois exemplares do Harry Potter. Sobre o Tordo... houve opiniões francamente positivas (a Lurdes teve pena de não ter tido mais tempo para degustar devidamente do livro e a Didi chegou a comover-se com uma passagem que nos leu) e houve outras menos entusiasmadas. Eu gostei bastante, ainda que não tenha ficado arrebatada. Acho que ainda o estou a digerir, para ser franca. Porque é completamente o meu género de livro. A história passa-se em Portugal e no Japão. Em Portugal, nos dias que correm. No Japão, no início do séc.XX. Em Portugal, um professor de Geografia suicida-se numa sala de aula e o narrador do livro, coordenador pedagógico no liceu Camões e alcoólico em recuperação, decide fazer reuniões à semelhança dos AA, para que os professores possam desabafar o que lhes vai na alma. É numa dessas reuniões que aparece Henrique Tsukuda, um japonês com um comportamento estranho que provoca um efeito quase magnético no narrador.

No Japão, cem anos antes, o jovem Katsuro é exilado pelo seu próprio pai, por ter desonrado o nome da família. No ilhéu onde é colocado, luta pela vida e contra a culpa. As duas histórias acabam por se cruzar, assim como se cruzam histórias de amor e incompreensão entre pais e filhos, entre casais, entre amigos. A solidão e a companhia, a sanidade e a loucura, a alegria e a tristeza, e a fina fronteira que separa umas das outras. 

Tal como dizia no início, desta vez fomos menos - em quantidade. Porque a qualidade destes encontros, sejam mais ou menos recheados, está sempre em alta. Desta vez até tivemos direito a mimos especiais (obrigada, Isabel Sobrinho, Didi e Paula). IMG_4077.JPG

Aqui faltam já duas participantes, que tiveram de sair antes da foto: a Rosa e a Diana 

 

Em breve anuncio quando é o próximo encontro!

 

 

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