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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Fim das férias

O final das férias tem muito de triste mas traz também um desejo de recomeço. Por vezes, mais do que de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro, há uma sensação de que podemos fazer tudo de novo, melhor, como se a vida fosse um caderno em branco. Sentimos algumas saudades de casa. O corpo acusa os excessos e iniciamos planos de recuperação: vamos comer melhor, fazer exercício, havemos de conseguir ter mais paciência, mais tempo do que tivemos no ano anterior, os miúdos comprometem-se a estudar diariamente e nós fingimos que acreditamos. Por vezes, com sorte, os dias começam a ficar mais frescos, prenunciando já o outono. Começa a fazer sentido ir embora, se até o calor já partiu. Assistimos à debandada dos vizinhos, que empilham malas nos carros antes de seguirem viagem. O estacionamento torna-se mais fácil em todos os lugares onde antes era impossível estacionar. Os restaurantes subitamente têm mesas livres a horas a que antes era impensável terem. Já não é preciso caminhar quilómetros no areal para estender a toalha sem tocar no veraneante do lado. Há, na rua e por todo o lado, um silêncio estranho de deserção. O Algarve é uma espécie de amante a que nos entregamos uma vez por ano, com paixão e fulgor, para depois abandonarmos impiedosamente até ao verão seguinte.

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