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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Gerês, dia 2

No segundo dia fomos até Soajo, onde ficámos deslumbrados com a beleza dos espigueiros. Assim tantos juntos produzem um efeito contraditório intenso: porque apesar de serem casa de cereais, por isso, símbolo de alimento, fertilidade e vida, também fazem lembrar túmulos e morte. No fundo, representam a própria contrariedade da existência. E são lindíssimos.

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A caminho dos espigueiros, apanhámos um nevoeiro cerrado. E às tantas demos com um sítio fantasmagórico, com cruzes à beira da estrada, de novo a vida e a morte a par e passo. Uns ficam, outros seguem.

Depois de tirar a foto, uma amiga chamou-me a atenção para o facto de as árvores fazerem o efeito de uma caveira. Não tinha dado conta mas é mesmo verdade.

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Em Soajo, almoçámos num restaurante maravilhoso que não podem perder se lá forem. Chama-se Saber ao Borralho e é mesmo bom. Além de termos comido principescamente (como sempre, de resto, nestas terras), fomos tão bem tratados. Que simpatia rara, o dono do restaurante. 

Dali fomos ao Poço Negro, um lugar lindo onde se devem tomar uns banhos épicos no verão. Mas, nesta altura do ano, e a chover como tem chovido por aqui, a corrente é violenta e não são aconselhados banhos (além de que está um frio do caneco).

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 Ainda fomos a Castro Laboreiro mas chovia pedra, chovia tanta pedra que não deu para mais do que para sair e lanchar num café. Vimos a vila muito por alto porque estava mesmo ruim para passeios. Tem de ficar para a próxima.

 

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