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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Grilo report

O dia em que lhe gravei o grilar foi o último em que o escutámos. Depois disso... nada. Calado. Moita. Julgámos que, das duas uma: ou tivesse soçobrado, por fim, à fome, ou tivesse sido brutalmente assassinado por algum sapato menos complacente com as memórias campestres que ele trazia ao cantar. Hoje, porém, estávamos a entrar para o carro, na garagem, quando o ouvimos. Ficámos todos parados, feitos estátuas, tentando perceber de onde vinha o som. Fomos caminhando, devagarinho, quais agentes secretos incumbidos de uma missão, atrás do gri-gri-gri. E descobrimo-lo. Não o vimos mas escutámo-lo claramente. O grilo está na conduta do lixo. Sem hipótese de fuga. E julgo que só lá possa ter ido parar pelas mãos de alguém da vizinhança, o que denota uma insensibilidade grilística a toda a prova. Nós por cá temos saudades daquele cantar, que fazia sonhar com o Verão e com o campo e com dias felizes sem compromissos e sem pressa.

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