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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Hotéis Real voltam a apoiar as Aldeias SOS

É raro, muito raro aceitar convites para convívio bloguístico. Não é por mal, palavra. É mesmo porque eu não sou uma pessoa, sou um foguete. E não ando, voo. E tenho sempre mil coisas para fazer e, por isso, falta-me o tempo. E, diga-se em abono da verdade, para alguns eventos faltar-me-ia seguramente a paciência.

Mas este foi diferente. Os Hotéis Real convidaram-me, a mim e a outras bloggers, a conhecer melhor as Aldeias SOS e a ir mesmo visitar a Aldeia SOS de Bicesse. A ideia é que cada uma de nós seja embaixadora deste projecto e «madrinha» de uma das mães da aldeia. A mim calhou-me a Fernanda.

Antes de explicar quem é a Fernanda, dizer-vos que as Aldeias SOS têm um conceito totalmente diferente das outras insituições que acolhem crianças retiradas à família. Ali não há camaratas. Ali não há refeitórios onde todos comem ao mesmo tempo a mesma comida industrial (ou, pelo menos, feita sem amor). Ali há casas. E, em cada casa, uma «mãe». Uma mulher que ali vive, com os seus «filhos», até que eles ganhem asas para voar. E se pus as aspas para que percebessem que não são mães biológicas, agora vou passar a escrever sem aspas porque, na verdade, elas são mães de verdade daquelas crianças.
São as mães que cozinham, que vestem, e se ocupam dos banhos, e ajudam nos deveres, e ralham, e lêem histórias à noite, e aconchegam os cobertores antes de apagarem a luz. Cada casa tem uma mãe que tem, a seu cargo, uma data de filhos, 7 ou 8, pelo que fui ouvindo aqui e ali.
E, por isso, porque esta não é uma instituição como outra qualquer, na casa da mãe «Cinda» pode comer-se bifes com batatas fritas ao almoço mas na casa da mãe Fernanda já é possível que haja frango assado, e na da mãe Filomena pode brilhar, nesse mesmo dia, a essa mesma hora, um belíssimo arroz de pato. E, claro, a educação que uma dá aos seus filhos será diferente da que a outra proporciona, tal como as mães biológicas, que também não são todas iguais.

As mães SOS receberam-nos com bolinhos feitos por elas e com muita simpatia. E falaram-nos das suas necessidades: sapatos (porque os miúdos não param de crescer), roupa, alimentos não perecíveis, explicadores para ajudarem as crianças na escola, outros voluntários para trabalhos pontuais (por exemplo, agora estão a reabilitar uma colónia de férias no Meco e toda a ajuda é bem-vinda).

A mãe de que sou «madrinha» é a Fernanda. Está nas Aldeias SOS há 7 anos e tem 7 filhos, cinco raparigas e dois rapazes. Quando se lhe pergunta o que mais gosta, no seu trabalho como mãe SOS, ela responde, orgulhosa: «Chamarem-me mamã».

Fiquei rendida a este conceito, confesso.
Assim como fiquei rendida à generosidade dos Hotéis Real, que apoiam as Aldeias SOS desde 2008, e que voltam a envolver-se numa iniciativa para ajudar estas mães a continuarem um caminho que nasceu nos anos 60 e tem sido um modelo de sucesso.

A propósito do Dia da Mãe (não podia ser mais adequado, de resto), os Hotéis Real criaram então vouchers de refeições que cada mãe ajudou a criar, bem como vouchers de massagens.
Os vouchers podem ser comprados de 22 de Abril a 12 de Maio e podem ser usados até ao final do ano. Cada menu custa 25 euros, cada massagem 20 euros. E, por cada refeição ou massagem, 5€ revertem a favor das Aldeias de Crianças SOS.

Para nós é um presente original, diferente, que podemos oferecer às nossas mães.
Para estas mães e para estes filhos... é uma grande ajuda.
Mais informações em www.realhotelsgroup.com


Gostei muito de ter ido a este encontro, na Aldeia de Bicesse. Ainda por cima, estive em óptima companhia. Olhem só nós tão sorridentes, à porta da mãe Anabela.
 
 
Obrigada aos Hotéis Real por me incluírem neste projecto com que me identifiquei tanto.?

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