Ir é o melhor remédio
Quando a festa do Martim acabou, dei-lhe um abraço, os parabéns, estive lá um bocadinho a falar com outros pais e outros "finalistas" e depois segui para a Fnac do Chiado, para o lançamento do livro da minha amiga Teresa Conceição. O programa da SIC, de que é autora, ganhou corpo e forma e vida menos efémera do que a da televisão.
Cheguei um bocadinho atrasada mas ainda fui a tempo de ouvir o Martim Cabral e o Mário Augusto e, principalmente, de a ouvir a ela.
Gosto muito da Teresa. Quando estagiei na SIC, em 1995, ela foi uma espécie de "tutora". Andei com ela por alguns pontos do país. Ela a fazer reportagem, eu a absorver tudo o que ela fazia, a aprender, a vê-la conversar com as pessoas. Não me esqueço do Waldemar Abreu, que foi quem rapidamente percebeu que eu tinha tudo a ver com ela. Dos estagiários que chegaram, cada um ficou "atribuído" a um jornalista. Ele entregou-me à Teresa. Não podia ter acertado mais. Lembro-me de ter feito com ela a regata dos moliceiros, em Aveiro, de ter ido a Miranda do Douro conhecer os Pauliteiros, e de ficar sempre fascinada com a facilidade que ela tinha de conversar com qualquer pessoa, com aquele jeitinho que só alguns têm de saber chegar a todos, sejam muito letrados ou totalmente analfabetos, sem nunca deixarem de ser quem são. E a Teresa fá-lo com mestria. Nem se põe em bicos de pés para falar com o "senhor doutor" nem se põe de cócoras para falar com quem nunca foi à escola. É sempre ela, a Teresa.
Comprei dois livros e trouxe-os autografados. Um para mim, outro para uma pessoa fã do programa e que vai apreciar.
Espero que venda muito e que leve muita gente a conhecer lugares bonitos do nosso país. Porque ir... é sempre o melhor remédio.
