Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Julen 💗

Esta desgraça do Julen dá cabo de mim. O tempo que tudo isto demora, a impotência, a brutalidade macabra do acidente - um filho a ser engolido pela terra perante a incredulidade do pai, o facto de já terem perdido um filho pequenino... é tudo tão terrível que até tenho tentado nem ver muita coisa nas notícias. Tendo a ser muito descontraída com os meus filhos mas este tipo de acontecimentos faz-me pensar que a maioria das vezes em que tudo corre bem não passa de sorte. Como é que aquela gente podia imaginar que ali onde o filho brincava podia haver um buraco tão profundo? É relativamente fácil, se pensarmos muito nisto, cairmos no excesso de protecção dos miúdos, porque - em bom rigor - há perigos à espreita em toda a parte. No outro dia num grupo de pais já havia uma mãe a dizer, a propósito de uma viagem de "finalistas" dos nossos miúdos do 4º ano, que o filho era tão distraído que podia "cair num buraco". Isto é claramente já um efeito Malaga que pode contagiar-nos a todos, e acaba sempre por contagiar quando uma tragédia destas acontece a uma criança - não me esqueço das vezes sem conta que verifiquei as janelas da minha casa do Algarve quando foi o caso Maddie. 

Neste momento, e acreditando que não há qualquer possibilidade de encontrar Julen com vida, já só espero que na autópsia se descubra que morreu da queda. Porque só de imaginar que morreu da espera... acho que serão mais não sei quantas noites sem dormir.

3 comentários

  • Sem imagem de perfil

    Rita 25.01.2019

    Pois não, às vezes não é só o azar!
    Calha de sermos HUMANOS e termos segundos de distração. Calha sermos muitos adultos num convívio e acharmos que há alguém, que não nós, a olhar pelos pequenos, calha a vida às vezes ser uma merda e o AZAR entrar-nos pela casa adentro sem se anunciar!
    Tão triste haver sempre uma voz de crítica e julgamento em situações tão difíceis e dolorosas como esta.
    Que atire a primeira pedra quem nunca errou. Ou então quem não tem filhos. Normalmente quem não tem filhos é muito bom a fazer estes julgamentos.

  • Sem imagem de perfil

    Ana 25.01.2019

    Eu não tenho filhos e nem por isso julgo os pais deste bébé ou de outros...
    Aqui quem tem culpa é quem deixou o buraco a descoberto e sem sinalização.
    Há uns bons anos um amigo meu com 18 anos caiu num poço à noite, ia de moto4 com outro adolescente e caíram ao poço... poucos minutos fizeram a diferença entre hoje estarem vivos. Mais um poço que estava destapado... e isso em Portugal é ilegal! Em Espanha não sei como é a lei, mas um buraco com 100 m de profundidade não foi aberto pelo dono do terreno com uma pá...
  • Comentar:

    Mais

    Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

    Este blog tem comentários moderados.