Muitos quilómetros, e uma aterragem forçada seguida de novo voo
Ontem fomos fazer um treino longo. Eu e o homem. Saímos de casa, fomos a correr até ao Terreiro do Paço, subimos até aos Restauradores, Avenida da Liberdade (foi espectacular perceber como estamos diferentes - sempre que fiz a corrida de São Silvestre, esbarrei na Avenida da Liberdade como se fosse uma subida intransponível e desta vez fi-la toda a correr, sem parar, e sem sequer arfar), continuámos a subir até ao Saldanha, descemos a Avenida da República até Entrecampos, continuámos em frente até à Avenida do Brasil, que subimos, atravessámos a Gago Coutinho, começámos a subir a Marechal Gomes da Costa, depois descemos até à Infante D. Henrique, descemos a Avenida de Pádua ou a de Berlim (já nem sei) até perto do rio. Aí, a atravessar a D. João II, esbardalhei-me. Íamos com 19 quilómetros e tal, já não devia estar a levantar bem os pés, sei que voei e aterrei, uma aterragem perfeita, qual Boeing bem pilotado, anca esquerda no chão, cotovelo a fazer de ABS, mão esquerda idem. O Ricardo içou-me, antes que um carro me passasse por cima, e depois começou a perguntar se doía isto, se doía aquilo, creio que para não se desmanchar a rir. Pus água nas feridas, limpei as lágrimas, e disse para continuarmos. Andámos de trás para a frente, junto ao rio, até completarmos os 25 km.
Hoje estou amassada. No domingo há novo treino (ainda mais) longo. Faltam 3 semanas para a maratona.
