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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Não se morre nunca quando se é boa gente

No sábado homenageámos o Vasco. O Vasco deixou-nos no início do mês, depois de travar uma brava luta contra o cancro. Mas, como disse o Frei Bento Domingues, "morrer é só não ser visto". Quer isto dizer que, apesar de não ser visto, o Vasco continua - e continuará - por cá, dentro de cada um de nós, nas memórias que temos dele, nas fotografias, nos vídeos, nas inúmeras histórias que todos temos para contar sobre ele, e sobre o modo como tocou cada um de nós. 

Este sábado a casa dos meus amigos encheu-se, como eu sabia que se ia encher, e foi uma festa bonita e comovente. Não houve lágrimas (vá, só uma ou outra quando uma ou outra foto das que iam passando em loop amachucava mais um ou outro coração), mas houve partilha, houve risos, houve memórias. E houve a certeza de que, quando se semeia amor e amizade como o Vasco semeou, o que se colhe é a eternidade. Creio que este privilégio não acontecerá a quem não tem o coração grande, a quem não saiba dar-se aos outros, a quem não saiba amar. Talvez esses, os que - por uma razão ou por outra - fizeram da sua vida uma terra seca, infértil, árida, talvez esses estejam condenados a morrer quando morrem. Porque não ficam vivos dentro de ninguém. Agora... o Vasco? Vivíssimo durante todo o tempo em que as centenas de amigos continuarem por cá, vivíssimo durante o tempo em que os filhos dos amigos viverem e recordarem o tio ou, pelo menos, as festas incríveis em homenagem ao tio. Um bocadinho como o filme "Coco", lembram-se? Enquanto nos lembrarmos de quem partiu, a morte não vencerá. É este o segredo da imortalidade. Não se morre nunca quando se é boa gente. 

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