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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Novo ano, novas aventuras

Fiz um post no Instagram em que contava que este ano, como a Mada ficou colocada numa escola que fica a cerca de 3km de casa, íamos passar a ir de bicicleta, ela, o Mateus e eu, quer fizesse sol, quer fizesse chuva. A razão principal é esta: vendi o meu carro (percebi que quase não o usava e era parvo tê-lo dentro da garagem o tempo todo) e, como tal, só tenho mota e bicicleta. Ora... cá em casa, quando todos estão em plenos anos lectivos, a coisa funciona assim: o Ricardo leva o Martim de carro à sua escola (e antes levava o Manel) e eu levo os mais pequenos, até agora, a pé. Mas este ano, como disse, a escola da Mada fica mais longe. Assim... das duas uma: ou deixava o Mateus sozinho em casa (o que, como é evidente, não vai acontecer) ou então tenho de o levar connosco. Como não dá para levar três na mota (que isto não é a Índia), então só me resta a hipótese de ir na minha bicicleta, a Mada na dela, e o Mateus num atrelado que comprámos em segunda mão (se bem que a bicicleta dele está prontinha para quando ele sentir vontade de ir a pedalar também). Acresce que, deste modo podemos mexer-nos (menos o Mati, enquanto for na sua casinha ambulante), e podemos proteger mais o ambiente.

Claro que isto tudo é muito bonito mas... eu não tenho que picar o ponto no Tagus Park ou coisa que o valha. Nem vivo numa das sete colinas da cidade. Tenho total flexibilidade de horário, vivo numa zona em que posso fazer praticamente todo o percurso sem apanhar carros, e em que todo o caminho é totalmente plano. Digo isto porque não acho nada de especial conseguir fazer isto com todos estes privilégios. É só ter vontade. Três quilómetros para cada lado não é nada, faz-se na maior. Se eu tivesse qualquer uma das outras condições... esqueçam lá esta bonita ideia. Ia tudo de transportes públicos ou coisa assim. Ou seja: estou apenas a aproveitar a sorte que tenho. E acho que vamos ser muito felizes com estes passeios de bicicleta diários. 

Ah, houve muita gente a falar na chuva. "Como é que vais aguentar isso quando chover?" Meus amigos, eu não sei se vou aguentar. Pode acontecer que estejam a chover picaretas e eu decida meter os miúdos num autocarro ou a pedir o carro emprestado à minha mãe. Eu não fiz nenhuma promessa, não tenho nenhuma obrigação, não jurei a pés juntos que ia fazer isto como se fosse uma religião. Mas não esqueço Amesterdão e famílias inteiras de bicicleta, debaixo de chuva (e se chove, por lá!). A chuva não é tóxica, minhas pessoas. A gente não se desfaz debaixo de chuva! Se levarmos impermeáveis da cabeça aos pés (incluindo protecções para os sapatos que não os deixem molhar-se)... por que não? Até pode transformar um dia de chuva num dia divertido (e como eu odeio dias chuvosos). Vamos ver como é que corre! 

Bom ano lectivo para todos os miúdos e suas famílias!

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