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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

O post que não queria escrever

Estou em Marrocos, em família. Este sítio é deslumbrante, estamos todos muito felizes. No sábado a Madalena fez 5 anos. Têm sido dias bons, estes. E, no entanto, parece estúpido falar de seja do que for quando nos chegam por cá notícias tão terríveis como a da morte do filho da Judite de Sousa. Uma morte estúpida, tão estúpida. Não conheço a Judite pessoalmente mas acho que nenhum de nós precisa de a conhecer pessoalmente para sentir esta empatia, neste momento tão absurdo que ela vive. Nenhum de nós, que tem filhos, precisa disso para sentir no peito e nas vísceras o arrepio da morte de um filho.
Aqui onde estou é tudo lindo e há alegria a ser gritada aos quatro ventos. Música nas piscinas, miúdos a voar em trapézios, uma natureza luxuriante, o mar mesmo aqui. E, ainda assim, paira sob as nossas cabeças uma névoa triste. E estou ainda mais atenta aos miúdos e abraço-os e beijo-os e amo-os com a sofreguidão de quem os pode perder a qualquer instante. Porque a verdade é essa: posso perdê-los a qualquer instante. Nenhuma mãe (ou pai) devia passar por isto. Havia de estar previsto na Constituição.
Um abraço muito sentido para a Judite de Sousa. É tudo quanto consigo escrever agora.

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