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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Porta-te mal agora ou arrepende-te para sempre


Hoje saí do trabalho às 16.15. E percebi que há uma grande diferença entre trabalhar até às oito ou nove da noite todos os dias e viver. Estou calma como uma amiba, acho graça às 642 vezes que eles já disseram as palavras cocó, caca, chichi, pila e rabo, caminho devagar mirando os prédios e as árvores, ainda não gritei uma única vez e já são 20.30, e convenço-me de que poderia ser feliz se os pudesse ir buscar todos os dias. Ou duas vezes por semana, vá.

Saímos dos trabalhos às 16.15 não porque nos tenha apetecido, não porque tenhamos dito aos respectivos chefes, Olha, pá, hoje apetece-me e por isso adeus e um queijo, amanhã um gajo vê-se. Não. É pena, seria digno de registo, seria coisinha para receber um louvor, mas não. A verdade é que tínhamos uma reunião marcada com a professora do Manel. Para saber como vai a integração no novo colégio, a adaptação ao primeiro ano (no meu tempo dizia-se primeira classe, mas enfim, é giro mudar as terminologias, que é para uma pessoa sentir que também teve um tempo e que esse tempo já lá vai), para saber se aprende ou se não distingue um "A" de um "L". Ela diz que sim, aprende. Sim, evolui. E sim, porta-se mal. Fala muito, vira-se para trás, não se senta direito na cadeira, brinca muito nas aulas, faz disparates, diz parvoíces, ela ralha com ele várias vezes ao dia. Ficámos muito contentes. Temos uma criança em casa. Não um tecnocrata de sucesso.

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