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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Sarjeta

Eu não queria acreditar. Fiquei a olhar para o chão e só balbuciava "ah... ah... oh... oh... ah...". Ainda agora, quando penso nisso, tenho dificuldade em acreditar.
Hoje tinha duas entrevistas, uma na Lapa e a outra em Alcântara. Como os meus sogros vivem na Lapa, fui lá deixar a Madalena. O plano era ir dar de mamar, entre uma entrevista e outra, e assim foi. Só não esperava a peripécia que me aconteceu assim que estacionei o carro. Tinha a mala no chão do carro, ao lado do lugar do condutor. Abri a porta para tirar a Madalena e a mala quando o meu telemóvel escorregou da mala para fora e foi aterrar, directamente, dentro de uma sarjeta que estava debaixo do meu carro. Fez Ploc e desapareceu numa água preta muito nojenta.Fiquei de boca muito aberta, olhos esbugalhados. Queria fazer rewind, queria apanhá-lo, não queria acreditar. "Ah... ah... oh... oh..."
Cheguei à minha sogra desvairada. O telemóvel não é meu (é da empresa) e, além disso, tinha lá dentro muitos contactos que não tenho em mais lado nenhum (e fotografias e mensagens... aiiiiii). A minha sogra ligou ao meu sogro, que veio com um homem das obras levantar a grade e, com o braço forrado com um saco de plástico, removeu (depois de retirar muitas porcarias) o meu telemóvel, em estado crítico. Creio que, se não morreu, está em coma.
Secámo-lo com um secador, embrulhámo-lo numa toalha, fizemos uma pequena oração. E ainda não o liguei porque prefiro prolongar mais um pouco a confirmação de que o pobre coitado faleceu e levou com ele, para o outro mundo, muitos contactos importantes.
Enfim. Ele há coisas que, realmente, só a mim. E ainda não chegámos a quinta-feira.

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