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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um amor em que acredito





Eles conheceram-se há pouco mais de um ano. Ela estava mal, tão mal que nós, as amigas, tememos o pior quando ele a foi buscar e ela se entusiasmou toda, tão depressa, como um incêndio ateado em dia de vento.
Desconfiámos dele, torcemos o nariz, fizemos jantares para comentar a velocidade com que ela tinha ido de um estado a outro. Quando o conhecemos, analisámo-lo dos pés à cabeça, à procura de sinais que provassem que se tratava de um malfeitor, a aproveitar-se da fragilidade da nossa querida amiga.
Não foi por mal, Nuno. Só não queríamos vê-la no chão, outra vez. E, sim, duvidámos que pudesse haver um príncipe encantado à espreita para a resgatar, tão depressa. Como disse a João, no casamento, a verdade é que parece que temos medo de acreditar na bebedeira do amor.

Amigos: a vossa bebedeira foi linda e queremo-vos para sempre bêbados.

Os meus amigos Sónia e Nuno casaram na Herdade da Malhadinha no dia 5 de Setembro e, tirando o meu, foi o casório mais fantástico a que já tive a honra de assistir (com o privilégio acrescido de ser uma das madrinhas). De sexta a domingo, os convidados tiveram toda a Malhadinha à disposição. E a cerimónia propriamente dita foi inesquecível, com as emoções todas à flor da pele (até o padre estava comovido, caramba!). No final, os textos escritos pelas madrinhas (a máfia de saltos altos mais a madrinha do noivo) foram amarrados a balões de hélio e voaram pelos ares. Como voaram! Alto e longe. Se alguém os encontrar... acredito que será bafejado por um amor assim, como o deles.
Parabéns, meus queridos. Como vos disse: cá estarei, daqui a 50 anos, para brindar à vossa felicidade. Assim permita o reumático.

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