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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Um post para um certo "EU"

Uma leitora que assina como "EU" deixou-me um comentário no post "Viver à pressa" que não podia deixar passar em branco. Aquilo que lhe aconteceu é aquilo que penso, todas as semanas, que pode acontecer-me. A mim, ao Ricardo, a um dos meus filhos, a um dos meus. E quando digo todas as semanas não minto. Não há semana que passe sem que eu me apavore com a ideia de ter uma luta dessas pela frente. Porque se já me sinto tão cansada sem essa luta, nem consigo imaginar se ainda tivesse um duelo desses para travar. Mas, depois, pensando melhor chego facilmente à conclusão que inventaria forças mesmo onde elas pareciam não existir. É essa a beleza do ser humano. A gente faz mesmo das tripas coração, quando tem mesmo de ser.
Quero dizer-lhe que estou aqui, para o que precisar. Mesmo. Não é conversa. Se precisar que um estranho vá consigo à quimio, eu vou. Se precisar de alguém para insultar, para desabafar, para praguejar… eu ofereço-me.
E quero dizer-lhe que acredito que isso seja só um percalço. Que vai ultrapassar. Que vai passar. Que vai embora. E não quero dizer-lhe mais nada, porque nada do que esteja para aqui a dizer-lhe vai realmente fazer muito sentido.
Um abraço! (isso sabe sempre bem)

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