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Cocó na fralda

Cocó na Fralda

Peripécias, pilhérias e parvoíces de meia dúzia de alminhas (e um cão).

Vilamoura

Até há relativamente pouco tempo, sempre que ia à marina de Vilamoura e olhava para aqueles barcos, enormes, espectaculares, inacessíveis, eu imaginava que um dia, quem sabe, talvez viesse a ter um. É ridículo, eu sei. Mas gostava de olhar para aqueles iates com o ar de quem está acostumadíssimo, sem a parolice de ficar boquiaberto a mirar os navios, tirando fotografias e babando em quantidades industriais. Nop. Eu podia bem vir a ter uma coisa daquelas, podia ser só uma questão de tempo, trabalhando muito, jogando bastante no Euromilhões, quem sabe?
Com o passar do tempo, porém, tornamo-nos menos estúpidos. E menos crédulos. E menos sonhadores. E menos bonitos, e por aí fora. De maneira que ontem passeei na marina de Vilamoura e olhei de lado para os barcos. "Porca miséria. Nunca terei uma coisa destas." Apeteceu-me deitar-lhes a língua de fora: estúpidos! Mas não. Jantei com vista sobre eles, suspirei um bocadinho, e vim-me embora com a certeza de que talvez venha a ter um. Só não vai ser é nesta vida.

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